em 07/10/2004
Título: CONAN - O BÁRBARO # 12 - (Mythos Editora) - Revista mensal
Autores:
Os Ventos Flamejantes de Khitai - Roy Thomas (texto), John Buscema & Ernie Chua (arte).
A Voz de Moloq - Roy Thomas (texto), Mike Docherty & Ricardo Villagran (arte
Capa: João Silveira.
Preço: R$ 4,90
Data de lançamento: Janeiro de 2003
Sinopses:
Os Ventos Flamejantes de Khitai (Final) - A conclusão da aventura em Khitai.
Conan se alia ao pequeno ladrão chamado Bourtai e juntos se embrenham nos subterrâneos de Wan Tengri.
O Bárbaro acaba chegando a uma arena onde os sete magos da cidade o aguardam. Ele é obrigado a participar de um torneio cujo resultado só leva à morte.
O cimério sobrepuja seus desafios, mas continua a ter más experiências com mulheres traiçoeiras.
A Voz de Moloq - Conan e seu amigo Hobb são capturados por feras semi-humanas próximos ao Reino da Fronteira.
Levada a uma cidade escondida em um vale, a dupla é oferecida em sacrifício ao deus Moloq, deidade local.
Como todo mundo sabe, Conan não é chegado a sacrifícios humanos. Assim...
Comentários: Excelente edição de aniversário com uma belíssima capa do competente João Silveira.
Uma das melhores edições de Conan, com a Mythos, em que são mostradas apenas estórias de Roy Thomas.
Destaque para as novidades anunciadas pelo editor, como a publicação colorida da clássica Red Nails (A Cidadela dos Condenados / ESC 2) e a continuação das aventuras inéditas que vinham sendo publicadas na extinta Conan, o Bárbaro da Abril Jovem. Essa nova saga trará, já na próxima edição, a guerreira Isparana (ESC 31 e 32 / 34 a 36 / 195).
Outro belo destaque diz respeito à Expo-Conan, que traz uma obra-prima de Earl Norem, famoso capista de Conan. Essa arte, aliás, ilustrou a capa da ESC 74.
Há também uma excelente arte de John Buscema, que foi publicada como pôster nas 2ª e 3ª capas da ESC 1 original.
A conclusão da saga 'Os Ventos Flamejantes de Khitai' é uma prova do carisma que Conan exerce sobre seus fãs. Para salvar um amigo, ele não hesita em arriscar a própria vida, mesmo ciente dos perigos que pode correr. E quando as coisas vão mal, o Bárbaro resolve tudo da maneira clássica: faz uso de sua espada selvagem!
Já 'A Voz de Moloq' foi a última estória publicada em CB 59 (Abril Jovem). Portanto, não é inédita por aqui. De qualquer forma, se compararmos a edição em formatinho e colorida com a atual, veremos a diferença na tradução e adaptação.
A Abril Jovem resumiu demais os textos, ao contrário da Mythos que os traduziu literalmente, mantendo-se fiel ao original americano. O mesmo vale para a clássica 'Os Ventos...'. Isso é uma prova do compromisso que a Mythos assumiu com os leitores. Para quem ainda não acreditava...
Só a título de curiosidade, Moloq (ou Moloc) foi uma divindade Cananéia do fogo, à qual eram sacrificadas crianças, entre os séculos X e VI a.C., identificada no Antigo Testamento com o deus Melcom dos amonitas. Seu culto foi condenado pelos profetas, e seu santuário, perto de Jerusalém, tornou-se conhecido como GEENA. Essa palavra tornou-se um sinônimo de INFERNO nas tradições judaica, cristã e islâmica.