em 07/10/2004
Autores: Festim das Almas - Roy Thomas (argumento), Mike Docherty & Ricardo Villagran (arte); O Preço da Traição - Roy Thomas (argumento), Esteban Maroto, Neal Adams & Ernie Chua (arte); A Maldição do Morto-Vivo - Roy Thomas (argumento), John Buscema & Pablo Marcos (arte).
Preço: R$ 4,40
Número de Páginas: 60
Data de Lançamento: Outubro de 2003
Sinopse:
Festim das Almas - Perdido em uma outra dimensão, Conan enfrenta demônios de tentáculos enquanto Isparana e os Companheiros Livres estão sob o jugo do Devorador de Almas. Mais por instinto do que por qualquer outra razão o Cimério consegue retornar ao Vale das Trevas; mas traz com ele os demônios que enfrentava. É neste ponto que sua batalha final contra o Devorador tem início e seu desfecho é eletrizante.
O Preço da Traição - Sonja, a Ruiva, retorna de sua missão em Makkalet (edição # 2) e pretende receber seu pagamento. Entretanto, a palavra de um rei nem sempre é interpretada como deveria ser e a guerreira hirkaniana se vê obrigada a tomar medidas extremas.
A Maldição do Morto-Vivo - De volta a Arenjun, a Cidade dos Ladrões de Zamora, Conan se envolve em uma contenda e acaba recebendo o auxílio de Sonja, a Ruiva. Ambos encontram o cadáver de um feiticeiro que havia sido decapitado naquela manhã, mas seguem para uma taverna, onde relembram suas aventuras. Traídos por uma meretriz, a dupla tem de enfrentar os guardas da cidade e fogem para a noite. Conan havia visto o feiticeiro - que ele tinha encontrado morto - na taverna e seguiu com a ruiva para uma casa de prazeres, onde o mago, provavelmente, iria buscar vingança contra a proprietária que o traíra. Lá a dupla enfrenta o feiticeiro morto-vivo e descobrem que a ganância muitas vezes leva à morte certa.
Comentários: Essa Edição Especial está sublime. Começando pela portentosa capa do mestre John Buscema, que mostra seu talento de uma forma pouco vista: a pintura. Aliás, essa arte já ilustrou a capa de A Espada Selvagem de Conan # 2.
A conclusão da saga do Devorador de Almas foi muito simplória. Roy Thomas parece sempre esquecer que os homens da Era Hiboriana eram fortes e destemidos. Ora, se Conan sozinho pôde enfrentar e derrotar o Devorador, não seria lógico que os Companheiros Livres restantes não pudessem fazer o mesmo juntos? Ou terem ao menos resistido de forma mais convincente? Às vezes, Thomas endeusa demais alguns personagens em uma história e os torna simples covardes em outra.
A aventura solo de Sonja, por sua vez, é um clássico sem precedentes, uma aula de arte e talento dos mestres Esteban Maroto e Neal Adams. Vemos uma Sonja linda, sensual e mortífera.
Em A Maldição do Morto-Vivo, adaptada de um conto de Robert E. Howard (o criador de Conan), temos o segundo encontro de Conan e Sonja, em uma história bem tramada e desenhada como poucas, mesmo do período áureo de Conan. Se você duvida confira a arte dupla nas páginas 52 e 53.
Como petiscos para os conanmaníacos, o prestativo editor publicou três belos desenhos de Sonja, feitos por dois monstros sagrados, Esteban Maroto e John Byrne.
Como fonte de aprofundamento e conhecimento temos mais uma Fonte Hiboriana Especial, onde Roy Thomas explica, mais uma vez, como se deu a adaptação de Sonja para a Era Hiboriana e sua correria para lançar o primeiro número da revista the Savage Sword of Conan (a Espada Selvagem de Conan).
A presente edição não traz a famosa Taverna Hiboriana, o ponto de encontro dos conanmaníacos com a editora.
Como nada neste mundo é perfeito, a edição apresentou alguns deslizes, os quais vinham desaparecendo gradualmente nas últimas edições.
São eles:
Na página 16, primeiro quadro, a palavra SSEDUTORAMENTE está escrita com dois S. O correto seria: SEDUTORAMENTE.
Na página 34, primeiro recordatório, está escrito: 'O Malho: um bairro de ruas tortuosas e infestadas de malfeitores em Zamora, a Cidade dos Ladrões. (...)'. Como se sabe, Zamora é um país e não uma cidade, sendo assim, o correto seria: 'O Malho: um bairro de ruas tortuosas e infestadas de malfeitores em ARENJUN, a Cidade dos Ladrões de Zamora. (...)'. Por sinal, esse erro já havia sido cometido na edição # 19 de Conan, o Bárbaro.
Na página 46, segundo quadro, o feiticeiro diz: '(...) Essa meretriz descobriu minha força era o dedo do anel...'. O correto seria: '(...) Essa meretriz descobriu QUE minha força era o dedo do anel...'.
Na página 47, nono quadro, a meretriz diz: '(...) Como eu poderia sentir ciúme... quando nem sei a sua acompanhante é uma mulher...(...)'. O correto seria: '(...) Como eu poderia sentir ciúme... quando nem sei SE a sua acompanhante é uma mulher...(...)'.
Na página 51, segundo quadro, o feiticeiro diz: '(...)... senão meu bichinho terá muitos refeições (...)'. O correto seria: '(...)... senão meu bichinho terá MUITAS refeições (...)'.
Mas quem liga para esses deslizes quando a revista vem com tantas beldades hiborianas? Afinal, Sonja, Isparana, as garotas do harém do rei Ghaniff, de Pah-Dishah, e as meretrizes de Arenjun são um colírio para os nossos olhos.